Medicina Laboratorial


Metas da empresa: definir x implantar
O tempo, dinheiro e trabalho envolvidos na formula de metas do planejamento estratégico podem resultar em um grande desperdício. Pesquisas mostram que apenas 10% das metas estabelecidas pelas empresas em seu planejamento são implantadas de fato. Este é um dos assuntos abordados na entrevista com o professor universitário e consultor empresarial Fábio Pinheiro.
Administração de custos no laboratório
O mercado é quem define o preço de um produto ou serviço. Esta afirmação, apesar de ser dita e ouvida cada vez com mais freqüência, nem sempre vale como regra para todas as empresas, inclusive os laboratórios clínicos.
Este é o tema do artigo do engenheiro, professor e especialista em analise de custos e orçamento empresarial, Nelson Bruxellas Beltrame.

Hoje quem define o preço é o mercado! Esta afirmativa, que cada vez mais se torna presente cotidiano das empresas, acarretará alguma conseqüência na forma das organizações da área da Saúde tomarem suas decisões? Isto é bom ou ruim?
Na realidade, nem sempre a regra será esta pois algumas empresas possuem o que podemos chamar de “vantagem competitiva”.

As empresas competem entre si apresentando seus recursos operacionais ao mercado. Algumas se destacam por mostrar um padrão diferenciado de qualidade em serviços, outras por possuir acesso a tecnologias mais avançadas, e outras, ainda, por possuir uma grande rede para execução de atividades de coleta de materiais, sem falar naquelas que fixam sua imagem através de maciça presença de publicidade nos veículos de comunicação.
Estas empresas são reconhecidas com diferenciadas pelo consumidor final (paciente) e, como conseqüência, agregam valor às operadoras de saúde diferenciadas que ofertam seus serviços à consumidores também diferenciados com valores mais elevados em relação a média do mercado.
São poucas as empresas que conseguem esse tipo de destaque.
Como os laboratórios clínicos, os planos de saúde também estão preocupados com seus custos operacionais e por uma simples questão de sobrevivência fazem esforços para reduzi-los.
Os laboratórios representam uma significativa quantia, se não for a principal,dos desembolsos referentes aos serviços prestados a seus clientes.
Como conseqüência, alguns planos de saúde abriram seus próprios laboratórios de analises clinicas, tornando-se concorrentes de seus antigos fornecedores. Os mesmos passam também a exercer pressão sobre seus clientes, orientando-os a seus próprios meios operacionais. Uma conseqüência direta foi também a identificação precisa dos custos operacionais de um laboratório, permitindo assim controlar com relativa precisão as margens de seus fornecedores.
Neste momento, eficiência, produtividade, altas taxas de ocupação de recursos operacionais e inovação tecnológica podem vir a ser as mais eficientes ações para gerar “vantagem competitiva”. O objetivo e reduzir custos operacionais.
É sempre bom lembrar que para uma operadora de plano de saúde sua receita é fixa mas seus custos são em parte fixos (custos e despesas operacionais) e em parte variáveis (serviços contratados por seus clientes).
Quanto menor for a relação entre a receita e seus custos variáveis, mais competitivos podem vir a ser os preços praticados pelas operadoras como um todo.
Este assunto nos leva a um complexo tema que é “Formação do Preço de Venda”.
O mesmo deve ser formatado através do correto entendimento da realidade econômica da organização.
A estruturação de um preço pode ser apresentado no diagrama abaixo:

Os materiais correspondem aos nossos insumos como reagentes, materiais de coleta, material para resultados etc. Os custos operacionais correspondem aos salários dos técnicos e seus respectivos encargos e demais benefícios, energia, depreciação de equipamentos e insumos gerais utilizados nos meios operacionais.
Os custos e despesas de apoio podem ser identificados como desembolsos com atividades indiretas como gestão da qualidade assegurada, planejamento e controle de processos, manutenção, gestão de materiais e outros.
Aqui encontramos o coração das sistemáticas de custos, pois através dos denominados “Critérios de Rateios” os mesmos são distribuídos aos produtos e serviços como um todo.
As técnicas mais usadas são os sistemas RKW, Custeio Direto, Custeio Base Hora, ABC e outros.
As despesas administrativas e comerciais são levadas aos preços através de rateios como os citados acima, ou diretamente aos preços através de uma margem de contribuição inserida diretamente no preço.
Para completar a formatação dos preços acrescemos nossos lucros projetados, despesas financeiras e tributos (ISS, PIS, COFINS, IR, CSLL).
Porém, como o mercado é quem define os preços, necessitamos aprender a trabalhar de forma reversa. A partir de um preço (objetivo) sendo ofertado, quais podem vir a ser nossos limites de custos e despesas operacionais?
Para tanto, desenvolvi uma técnica do menor valor de um CH (Coeficiente de Honorários) que podemos cobrar sobre nossos serviços.
Ele é baseado no mix de produtos e serviços ofertados e no perfil de nossos clientes como um todo.
Por fim, os laboratórios de analises clinicas necessitam trabalhar de forma realista e objetiva, analisando, sem paixões, sua realidade econômica no contexto em que está inserido. È necessário conhecer com precisão nossos produtos e serviços individualmente, por área de atuação, por Unidade de Negócios, por cliente, por região, por especialidade para podermos conhecer nossos limites.
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