UMA NOVA VISÃO SOBRE CUSTOS



Hoje quem define o preço é o mercado!
Por: Prof. Eng. Nelson Bruxellas Beltrame
Esta afirmativa, que dia a dia torna-se mais presente no cotidiano das empresas como um todo, acarretará em alguma conseqüência na forma das organizações da área da Saúde tomarem suas decisões?
Isto é bom ou ruim?
A resposta a este questionamento é facilmente obtida, basta somente analisarmos a situação da Saúde Financeira das mesmas, fazer um diagnostico de seu caixa.
Caso encontremos empresas com comprometimento de seus recursos financeiros, com dificuldade em cumprir pontualmente com seus compromissos junto a fornecedores, funcionários e o fisco, temos o direito de simplesmente afirmar que seus gestores são ineficientes ou desconhecem as atividades que abraçam?
Uma das mais duras realidades, talvez a principal, é que de uma forma geral as margens de lucros dos produtos e serviços estão caindo, e em alguns casos apresentam perigosos e preocupantes patamares. Em determinados cenários defrontamo-nos com verdadeiros leilões de preços.
Como conseqüência vivenciamos hoje uma revolução nas relações comerciais entre as organizações que se tornam dia a dia mais complexas e agressivas.
As organizações como um todo se movimentam no sentido de pressionar sua cadeia de fornecimento para atingir a redução de seus custos com a aquisição de serviços e materiais.
Aonde vamos parar, qual é nosso limite operacional?
Para lidarmos com este novo cenário necessitamos acima de tudo conhecer nossos próprios negócios, seus limites operacionais, pontos fortes, fracos, seus riscos, oportunidades e principalmente, quais são nossos objetivos e metas a serem alcançados.

 EM FOCO

Os dados, financeiros e operacionais, que servirão como base para a tomada de nossas decisões, pois nossa margem de segurança tende a trabalhar em limites críticos.
Modelos decisórios tradicionais baseados unicamente na analise do passado podem tornar-se perigosos, pois geralmente tendenciam nossas decisões com foco no que aconteceu ontem e não no que poderá vir a acontecer amanha que, a cada dia, torna-se mais dificilmente previsível.
O bom senso, a organização levam-nos ao equilíbrio.
A solução é analisar de forma sincera e objetiva a posição estratégica da empresa, seus meios operantes e sua missão por uma seria e necessária análise de riscos e oportunidade:
- Nosso negocio ainda é bom?
- Quais são nossas atividades mais rentáveis?
- Quem são nossos clientes mais rentáveis?
- Quais são nossos equipamentos mais rentáveis?
- Qual é o limite dos descontos que posso conceder a meus clientes?
- Esta é a melhor forma de executarmos nossas atividades?
- O mercado a nossa volta está mudando?
- Nossas atividades estão em sintonia com a missão da empresa?


- O que esperamos para o futuro?
- Estamos preparados para mudanças?
Cada organização possui sua particular identidade e limites operacionais. A forma com que executa suas atividades ou enxerga seu universo é própria e particular.
Para atender a este questionamento foi desenvolvida a técnica de analise para a área médico-hospitalar baseada na obtenção do valor CH (coeficiente hospitalar) Interno.
Os procedimentos médico-hospitalares como um todo tem a valoração de suas atividades lastreada em uma quantificação de CHs por atividade x um valor de CH acordado e, para materiais, uma referencia junto a tabelas, como por exemplo a AMB.
O CH Interno é o indicador do menor valor ao qual uma organização pode negociar suas atividades, mas garantindo-se uma Margem de Lucro Objetivo, bem como a identificação do seu Ponto de Equilíbrio Operacional e a Margem de Segurança de seus preços.
Para sua obtenção levamos em conta sua estrutura organizacional, sua base fiscal, sua Cadeia de Valor, seu detalhamento de custos e seus direcionadores (driver), suas despesas operacionais, seu perfil comercial, sua analise de sazonalidade de vendas e o grau de ocupação de seus recursos.
Recursos são compreendidos por equipamentos, edificações, colaboradores e investimentos que levam a mesma à condição de executar suas atividades.
Pelo desenvolvimento de um modelo orçamentário, com foco em simulação de cenários, são desenvolvidas analises onde possíveis rateios sobre despesas indiretas são isolados para não interferirem nos resultados da organização como um todo.
Para tanto, seus custos são classificados em duas categorias:

  • Custos Estruturais: têm em vista a Estrutura Econômica Subjacente, que direcione sua posição de Custos para qualquer grupo de produtos/serviços. Os Custos Estruturais podem ser sub-classificados em:



1 – Escala: o tamanho de um investimento a ser realizado em Produção, Pesquisa & Desenvolvimento e em recursos em Marketing.
2 – Escopo: Grau de Intervenção Vertical
3 – Experiência: o numero de vezes no passado que a empresa já realizou o que hoje pratica.
4 – Tecnologia: que tecnologias de processo são utilizadas em cada fase da cadeia de valor da empresa.
5 – Complexidade: a amplitude da linha de produtos serviços a ser oferecida aos clientes
 
  • Custos de Execução: são aqueles determinantes da posição de custos de uma empresa que dependem de sua capacidade de executar suas operações de forma bem sucedida

Obs: Os direcionadores de execução são diretamente relacionados ao desempenho
Classe de Custos em Execução:
A – Envolvimento da força de trabalho (comprometimento)
B – Gestão da Qualidade Total
C – Utilização da capacidade instalada.
D – Eficiência do lay-out das instalações
E – Configuração do produto/serviço
F – Exploração de ligações com os fornecedores/clientes para a cadeia de valos da empresa
Com base nas analises acima mencionada conseguimos desenvolver um diagrama claro e transparente dos custos e despesas operacionais da empresa.
A visão integrada de nossos custos, seus comprometimentos e suas inter-relações nos ajudam a formatar e entender nossas empresas de uma forma consolidada.
Como resultado de nossas analises conseguimos identificar com precisão qual e a margem bruta de contribuição de cada um de nossos clientes, de cada um de nossos serviços oferecidos e de cada equipamento que utilizamos.
Conseguimos também identificar qual e o modelo econômico ao qual a empresa encaixa-se, ou em outras palavras, o que realmente agrega valor a nossos resultados bem como quem os contamina.


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